Rede de Observatórios de Segurança

Rede de Observatórios da Segurança tem lançamento no Rio de Janeiro

event 25 de maio de 2019

Apresentar um panorama de diferentes índices de violência a partir de dados coletados em cinco estados brasileiros (Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará, Pernambuco e Bahia) e contribuir para a construção de uma agenda propositiva para políticas de segurança pública no País. Estes são alguns dos objetivos da Rede de Observatórios da Segurança, iniciativa que tem apoio da Fundação Ford e será lançada nacionalmente no dia 28 de maio, às 9h30 da manhã, no auditório do Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro.

Convite para o lançamento da Rede de Observatórios da Segurança

Com metodologia inspirada na bem-sucedida experiência do Observatório da Intervenção, que monitorou as ações das Forças Armadas no Rio de Janeiro durante a intervenção federal em 2018, a Rede de Observatórios da Segurança vai acompanhar 16 indicadores de violência, ampliando o leque de dados trabalhados anteriormente.

Os indicadores abordados são: Feminicídio e violência contra mulher; Racismo e injúria racial; Violência contra LGBTQ+; Intolerância religiosa; Violência contra crianças e adolescentes; Linchamentos; Violência armada,; Ações e ataques de grupos criminais; Manifestação, greve e protesto; Violências, abusos e excessos por parte de agentes do Estado; Policiamento; Violência contra agentes do Estado; Corrupção policial; Chacinas; Sistema penitenciário  e Sistema socioeducativo.

“Depois da experiência do Observatório da Intervenção, ficou clara a importância de um monitoramento permanente de indicadores de segurança pública e criminalidade, que vá além dos dados oficiais”, avalia Silvia Ramos, coordenadora da Rede de Observatórios da Segurança e do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania  (CESeC). “Vamos contabilizar indicadores que não fazem parte das estatísticas governamentais e isso vai permitir o acompanhamento de políticas e estratégias de segurança em um contexto de endurecimento contra o crime e incentivo ao uso de armas. Achamos essencial oferecer informações para que a sociedade possa fazer escolhas’, finaliza.

A Rede é formada pelo CESeC e as organizações:  Iniciativa Negra por uma Nova Política de Drogas, da Bahia; Laboratório de Estudos da Violência (LEV), do Ceará; Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares (Gajop), de Pernambuco; e Núcleo de Estudos da Violência (NEV/USP), de São Paulo.

 Dados sobre segurança pública e criminalidade dos cinco estados serão reunidos  pela Rede de Observatórios a partir de informações publicadas em jornais impressos e online, páginas e perfis de redes sociais e iniciativas parceiras como o Fogo Cruzado (no Rio de Janeiro e Recife). Além disso, as bases de dados e estatísticas oficiais também serão monitoradas e analisadas. A Rede de Observatórios vai ainda acompanhar  a evolução dos gastos públicos no setor nos estados e no país.

Outra dimensão do trabalho da  Rede de Observatórios é a criação de fóruns de discussão. As equipes dos cinco Observatórios convidarão parceiros para participar de redes temáticas em diferentes áreas: pesquisadores de segurança pública; ativistas de favelas e periferias; ONGs e movimentos sociais; movimento negro; movimento LGBT; mandatos de parlamentares; Judiciário e Ministério Público; tecnologia e transparência; e comunicação.

A partir destes dados e análises de especialistas, a Rede de Observatórios pretende produzir balanços, relatórios e proposições, além de vídeos e produtos de comunicação que informem diretamente o público, jornalistas e instituições, com o objetivo de incentivar um debate amplo sobre políticas de segurança.  Seminários, debates e conferências também estão na lista de ações que serão promovidas pela Rede de Observatórios.

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